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Orgulho ou humildade? (Devocional – 24 de Março)

“Chegou-se a Simão Pedro, que lhe disse: Senhor, vais lavar os meus pés? Respondeu Jesus: Você não compreende agora o que estou lhe fazendo; mais tarde, porém, entenderá.” (João 13.6-7)

Quando estamos sendo orgulhosos e quando estamos sendo humildes? Humildade não é uma virtude fácil de se reconhecer, pois há muitas razões para ser imitada. Há muitas falsificações quase perfeitas. Seria preciso ver o que há no coração para nos certificar. Mas, como sabemos quem vê cara não vê coração! Por outro lado o orgulho também não é um vício fácil de ser diagnosticado, por mais que pareça ser e em muitos casos, realmente seja o orgulho tem seus disfarces. Com a capa da falsa humildade ele passa muitas vezes despercebido. O orgulho corrompe de tal forma o coração que, as vezes, mesmo o orgulhosos resiste em reconhecer seu orgulho. Juram ser outra coisa! Surgem outros nomes: amor próprio, respeito a si mesmo, brio, etc.

Jesus estava ensinando aos seus discípulos uma lição fundamental da fé cristã: o amor que leva ao serviço. Ele amou seus discípulos até o fim e lavou seus pés. Só os humildes servem por amor. Muitas vezes os discípulos discutiram entre si quem deles seria o maior! Dois deles, Tiago e João, filhos de Zebedeu, chegaram a pedir a Jesus os lugares de destaque em Seu Reino, uma à direita e outro à esquerda de Seu trono (Mc 10.35-37). Todos queriam liderar. Ninguém queria servir! Reunidos antes da Páscoa para jantar, não havia escravo para lavar os pés deles e ninguém quis a tarefa. Então Jesus levantou-se, deixou seu lugar à mesa e, com toalha na cintura e bacia nas mãos, lavou os pés de todos, inclusive de Judas, o traidor. Pedro reagiu, como lemos no texto. Por quê? Por humildade ou por orgulho?

Difícil dizer. Também é difícil reconhecer e enfrentar o orgulho que parece esconder-se em cada um de nós. O orgulho que aparece camuflado de tantas maneiras e que tantas vezes alguém de longe consegue ver e nós mesmos nos recusamos a admitir. O orgulho é um grande obstáculo para a vida no Reino de Deus. Ele não nos deixa entender a lógica desse Reino. Pedro precisaria de tempo e da ação do Espírito Santo: mais tarde ele iria entender. O tempo, sozinho, pode aumentar o orgulho! Precisamos nos submetemos ao Espírito Santo. Não devemos perder tempo, mas buscar o quebrantamento que nos faça humildes. É sendo humildes que o amor de Deus em nós produza serviço ao nosso próximo. Serviço amoroso! Seremos assim frutíferos para a glória de Deus. Ser humilde não é um acaso e nem um dom. É uma escolha.