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Já assinou essa declaração de fé? (Devocional – 03 de Abril)

Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim.” (Gálatas 2.20)

Você certamente já recebeu algum manifestou solicitando sua assinatura. Nestes tempos de redes e mídias sociais há muitos circulando, de todos os tipos. São  petições, abaixo-assinados, manifestos, notas de apoio ou repúdio à nossa disposição para aderirmos se quisermos. Já assinei algumas e outras jamais assinaria. Temos no texto de hoje a famosa declaração feita por Paulo. Cada cristão deveria compreendê-la e assiná-la, unindo-se a Paulo, pois é uma declaração genuinamente cristã. Ela está “circulando” há quase dois mil anos, mas nem todos a assinamos, assumindo-a como nossa também. Preciso fazer uma confissão aqui: confesso que eu a assinei recentemente, pois sempre achei que não era para qualquer cristão, mas apenas para os melhores, como Paulo. Até que compreendi meu enorme equívoco.

Nela, Paulo não está se exaltando, declarando seu elevado estágio espiritual, como tantas vezes eu pensei. Ao contrário: está assumindo sua fragilidade, sua carnalidade e incompetência. Está exaltando a graça de Cristo que o alcançou e o livrou da derrota, da incompetência e da indignidade. Ele, pela fé em Cristo, morreu na cruz com Cristo e assim, crucificado com Cristo, saiu das garras da Lei cujas declarações expunham sua completa dissonância com a vontade de Deus. Diante da Lei ele era apenas um réu a caminho da condenação. Mas Cristo morreu por ele e agora a vida que vivia era vivida sob a graça de Cristo. Assim, cada vez que a Lei declarava sua dívida com Deus, ele sorria e olhava em outra direção: lá estava Jesus, que por ele morreu e venceu a morte. O Cordeiro de Deus que o representava diante da Lei.

Paulo não estava dizendo: “vivo como uma pessoa perfeita”, mas, “vivo da graça de Cristo”. E, pela graça, ele poderia agora viver livre e da forma mais correta que lhe fosse possível, sem precisar fingir que não passava de um pecador. Ele não temia mais o juízo ou a condenação. Já estava morto para ambos por meio de Cristo! Quando entendi isso abracei este verso e disse: ele também é meu. Tenho estado maravilhado com tanto amor ofertado por Deus. A cada dia celebro o fato de estar crucificado com Cristo e viver por meio dele. Vivo melhor que antes. Venço com mais frequência as minhas fraquezas. Como Paulo, sou apenas um pecador. E, sinceramente, acredito que ele tenha se declarado o pior em 1 Timóteo 1.15 porque não me conheceu. Este verso é para pecadores, gente incapaz de ser perfeita, mas que pela graça, vive como filho de Deus. Vamos lá, assine logo conosco. No coração. Pela fé.