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Verdades e mentiras (Devocional – 16 de Maio)

“Portanto, cada um de vocês deve abandonar a mentira e falar a verdade ao seu próximo, pois todos somos membros de um mesmo corpo.” (Efésios 4.25)
Por que falamos mentiras? Há muitas razões. Uma delas é porque a verdade tem um preço e nem sempre queremos pagá-lo. É mais barato e mais fácil mentir! Mas é importante considerarmos algo aqui: o problema da mentira está muito além das palavras. É maior do que simplesmente dizer algo que não é verdade. Resumir a mentira a isso seria legalismo e a fé cristã não é legalista. O legalismo é o império da lei, da aplicação fria e direta da regra à vida. A fé cristã é o império do amor, em que a vida é o que dá sentido e elucida a lei. Nas palavras de Jesus: “O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado.” (Mc 2.27) Por isso “falar a verdade ao seu próximo” envolve muito mais que palavras. Tem a ver com nossos relacionamentos.

Devemos viver nossos relacionamentos sem enganos, sem subterfúgios, sem falsidades. Não devemos manipular, tirando proveito uns dos outros. Há um estilo de vida mentiroso, sórdido, que impera nas relações humanas, mas que não é aceito por Deus como padrão para Seus filhos. Todos fomos treinados de alguma forma na mentira relacional e alguns, de tão acostumados, nem percebem o quanto mentem. Mas o Filho de Deus se manifestou para desfazer as obras do diabo, o pai da mentira (1 Jo 3.8). Quanto às palavras, precisamos estar atentos mas é bem possível que tropeçemos nelas em algum momento.

Como afirmou Tiago, “Se alguém não tropeça no falar, tal homem é perfeito” (Tg 3.2). E nenhum de nós é perfeito. Todos tropeçamos em palavras! Mas nem por isso precisamos ser falsos, produtores de mentiras relacionais. E não devemos usar nossas palavras como insumos dessas mentiras, como caminhos para enganarmos uns aos outros sobre quem de fato somos. Uma  mentira pode ser apenas fruto de uma circunstância, o que não a torna correta. Mas, quando é fruto de um caráter mal, de quem escolheu enganar e manipular, além de não ser correto, é também inaceitável. Afinal, somos membros uns dos outros. Que o dedo não fure o olho, que a boca não morda a própria língua. Que nenhuma pessoa em nossa vida torne-se vítima de mentiras relacionais, mas que, em tudo, sigamos a verdade em amor. E assim cresçamos em Cristo (Ef 5.15).