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Somente para Deus (Devocional Diária – 21-Nov)

“Ao jejuar, ponha óleo sobre a cabeça e lave o rosto, para que não pareça aos outros que você está jejuando, mas apenas a seu Pai, que vê no secreto. E seu Pai, que vê no secreto, o recompensará.” (Mateus 6.17-18)

A fé cristã é uma fé relacional em que amar é o mandamento que dá sentido a tudo mais. No exercício dessa fé devemos nos ocupar de agradar a Deus e servir uns aos outros. Ele deve receber nosso amor superlativo, que leve junto toda nossa mente, coração e alma. Mas no palco da religiosidade as coisas podem se desvirtuar. Podemos encontrar um bom lugar para nossa autopromoção, em que derramamos nosso ego e, às vezes, sem medida. E tudo de forma bem convenientemente religiosa, com ares de santidade e dedicação a Deus. O mandamento que temos é o de amar a Deus sobre tudo e ao próximo como a nós mesmos. E tudo mais precisa decorrer disso, sendo o que garante que olharemos para Deus e uns para os outros de maneira adequada. Mas, no palco da religiosidade, os olhares podem mudar.

Olhamos para Deus, mas apenas para atrair o olhar do irmão. Tentamos causar uma boa impressão ou até mesmo impressionar. E, entre nós, em lugar de aceitação e acolhimento, trocamos olhares de vigilância e cobrança. Em nome de nossa espiritualidade medimos, julgamos, criticamos e comentamos, movidos por um zelo que é apenas um disfarce para nossa inveja ou mesmo maldade. Se nos ocupássemos com mais de Deus, considerando Sua graça e amor, dedicados a agradá-lo e honrá-lo, deixaríamos nosso irmão em paz e evitaríamos fazer de nossas ações uma tentativa de atrair olhares. O ambiente que tão zelosamente transformamos no terreno de nossa devoção, a igreja, corre o risco de se tornar o lugar de nossa vanglória. Por isso Jesus nos pede para termos cuidado. Deveria ser tudo para Deus, mas nem sempre é.

Nossos irmãos não precisam ser noticiados de nossa devoção. Não devemos propagandear nossa dedicação a Deus e nem nossas obras de justiça. Eles devem receber de nós o serviço e o amor de quem se dedica a Deus. O fruto do nosso jejum é o que devem receber e não qualquer propaganda sobre ele. E, como irmãos, devemos evitar o louvor uns aos outros. Louvemos todos a Deus por causa da vida e serviço que percebermos e recebemos do outro. Evitemos alimentar ou provocar o ego que em nós tão facilmente é afetado pelo elogio. Dessa forma andaremos melhor e será mais fácil caminhar. Reduziremos o risco de fazer do ser humano o alvo do que só Deus deve receber e de nós mesmos, hipócritas que simulam santidade. Que, entre nós, seja tudo para Deus e por amor.