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Sem amor, sem valor (I) (Devocional Diária – 02-Nov)

“Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o sino que ressoa ou como o prato que retine.” (1 Coríntios 13.1)

Há muitas manifestações presentes no campo da fé que não são muito fáceis de compreender. O falar em línguas estranhas, como costumamos chamar, é uma delas. Elas estão citadas nas Escrituras, inclusive como sinal de fé, conforme lemos: “Estes sinais acompanharão os que crerem: em meu nome expulsarão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal nenhum; imporão as mãos sobre os doentes, e estes ficarão curados” (Mc 16.17-18). E essas coisas aconteceram e quem poderia dizer que não acontecem mais? Porém, não acontecem com todos os que creem, não em todas as igrejas, não acontecem o tempo todo.

Mas há um sinal que é para todos, de todas as igrejas de todos os tempos. Um sinal que, na verdade, autentica todos os demais e nenhum outro é importante o bastante para autentica-lo: o amor. A Lei e os Profetas dependem do amor (Mt 22.37-40) e é no amor que a Lei se cumpre (Rm 13.10). Quem não ama, ainda que fale línguas, não conhece a Deus, porque Deus é amor. Quem não ama, não nasceu espiritualmente, porque todo o que é nascido de Deus, ama (1 Jo 4.7). Por isso é que Paulo toma o dom de línguas, sejam elas de homens ou de anjos, e diz: sem amor, sem valor. No Reino de Deus falar em línguas não tem valor algum, não produz adoração alguma, não promove maturidade e nem verdadeira edificação, se o amor não está orientando a vida. Línguas são dispensáveis. O amor mutuo e a Deus, não.

Um cristão verdadeiro e que está amadurecendo, deixando as coisas de menino, não é aquele que está impressionando outros porque tem o dom de falar em  línguas estranhas, mas aquele que está edificando outros com atitudes amorosas. Falar uma língua estranha e não amar é falar uma língua realmente estranha a Deus e ao Seu Espírito. O amor é central na fé cristã, falar em línguas é periférico. O amor é fundamental para a vida de fé, falar em línguas é circunstancial. Não há problema em não falar e nem deve ser motivo de glória falar. Mas seremos um problema, estaremos em problema e causaremos problema, se não amarmos. Talvez você fale em línguas, talvez jamais venha a falar, mas há algo que não pode faltar em sua vida com cristão: amor verdadeiro, que se manifesta por obras e em verdade (1 Jo 3.18) e transforma a vida de outros.