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Precisamos de milagres – há muita fome ao redor! (Devocional – 09 de Abril)

“Os que comeram foram cerca de cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.” (Mateus 14.21)

Houve um tempo em que esses cinco mil, e com o acréscimo de que “sem contar mulheres e crianças”, eram motivo de ênfase nos lábios da maioria dos cristãos. Nos diálogos envolvendo a fé, cinco pães e dois peixes para toda essa gente era uma história poderosa. Mas os tempos mudaram. As pessoas não ouvem mais sobre milagres como ouviam antigamente. E nem nós cristãos falamos sobre eles do mesmo modo. A mente contemporânea prefere e dá mais crédito ao que pode medir, controlar e verificar. Milagres não se encaixam. E as muitas falsificações em nome da fé também ajudaram a complicar. Vivemos tempos em que crer exige ousadia e cautela. Tanto a certeza que nos ajuda a vencer a dúvida, quanto um pouco de dúvida, para não nos enganarmos na certeza. Precisamos pensar e crer, crer e pensar.

Ao longo de toda a história temos mudado. Há mudanças ótimas, boas, necessárias, pouco relevantes e temos as ruins e péssimas. Quanto mais velhos, mais inconformados e resistentes. Quanto mais jovens, mais conformados e adaptados. Os mais velhos erram resistindo a boas mudanças. Os mais jovens, aceitando mudanças ruins. Vivemos tempos desafiadores. Mas temos condições de lidar com a vida pois Deus nos ama e permanece presente na história. Ele não apenas nos deixou Suas histórias! Ele ficou conosco! A multidão hoje é ainda maior do que aquela e a fome, bem mais complexa. Envolve pão, conhecimento, carinho, paz, liberdade e inúmeras outras coisas.  Jesus é o mesmo e sabe lidar com as pessoas do nosso tempo! Pode alimentar todo mundo, saciar qualquer fome, em qualquer tempo. Mas precisamos deixar nossos pães e peixes em Suas mãos.

Precisamos permitir que Ele multiplique nosso modo de ver as pessoas e compreender a vida. Precisamos que Ele multiplique nossa coragem para ousar amar ao ponto de nos comprometer. Precisamos deixar em Suas mãos nossos pontos de vista, nossas tradições, nossas preferências e estarmos abertos a mudanças. Não devemos comandar o milagre! A ousadia é tão perigosa quanto o medo e ambas são desvios da vontade de Deus. Devemos seguir a voz do Mestre e fazer o que Ele nos pede, sem jamais esquecermos: somos parte da multidão. Não somos os alimentadores: somos famintos! Comeremos juntos para saciar a fome que nos é comum. Neste tempos, dois mil anos depois daquele milagre, precisamos de milagres. Há ainda mais famintos! O que tem feito com seus pães e peixes?