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Precisamos amadurecer (Devocional Diária – 01-Nov)

“Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino.” (1 Coríntios 13.11)

Uma criança é feliz e promove felicidade sendo infantil. Sua imaturidade é sua forma de ser saudável e de ser uma benção para o mundo. Infantilidade e criança são compatíveis e é tudo de bom! Mas infantilidade no adulto é outra coisa e é uma lástima. Infantilidade no adulto chama-se imaturidade e não contribui para a felicidade, nem própria, nem de outros. É assim também na dimensão espiritual da vida: temos o tempo da infantilidade quando somos novos na fé, mas se já estamos nela tempo bastante para sermos maduros, precisamos amadurecer! Paulo diagnosticou imaturidade nos cristãos de Corinto. O problema não eram os infantis, mas os imaturos. Um infantil é espiritual, mas um imaturo é carnal e confunde a sua carnalidade com espiritualidade. Julga-se santo, ignorando as próprias maldades.

Paulo lutou pela maturidade daqueles irmãos e lhes indicou o caminho: amor. Disse-lhes que o amor é o que define o valor do que sabemos, dos dons que temos e das obras que realizamos. As mais louváveis e impressionantes capacidades, atitudes ou dons, destituídos do amor, não tem valor algum para a vida no Reino de Deus. Em outas palavras, não serão consideradas como obras de justiça, não farão de nós verdadeiros sinais do Reino invisível de Jesus. Ninguém ouvirá do Senhor o “muito bem servo bom e fiel” sem ter aprendido a amar. Paulo disse que houve um tempo em que ele falava, pensava e raciocinava como menino. Creio que se referia ao tempo que viveu como fariseu, em sua austeridade legalista que o levava a perseguir os que não lhe pareciam fiéis ou que contrariavam suas certezas. Mas Jesus mudou sua vida. Ele aprendeu a amar.

Jesus nos amou e nos mandou amar: “Se vocês obedecerem aos meus mandamentos, permanecerão no meu amor, assim como tenho obedecido aos mandamentos de meu Pai e em seu amor permaneço. (…) O meu mandamento é este: amem-se uns aos outros como eu os amei.”(Jo 15.10 e 12) Está claro, mas não entendemos isso. Iludidos pela lógica do reino dos homens, confundimos imaturidade com maturidade e, como um bando de infantis, ansiamos por línguas, mistérios e conhecimento como pódios da fé. E o amor fica esquecido. Sabemos tanto e não sabemos amar. Amar apenas parece pouco demais para sermos espirituais, quando, na verdade, é tudo! Precisamos amadurecer. Já é hora de deixar para trás as coisas de menino!