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Piedade com contentamento (Devocional Diária – 19-Dez)

 

“De fato, a piedade com contentamento é grande fonte de lucro, pois nada trouxemos para este mundo e dele nada podemos levar; por isso, tendo o que comer e com que vestir-nos, estejamos com isso satisfeitos.” (1 Tm 6.6-8)

Não é fácil passar falta de coisas ou dinheiro. Quem já passou sabe bem disso e, dependendo do nível de privação que sofreu, sabe o poder que a falta tem. Mas também não é fácil possuir coisas ou dinheiro. Especialmente possuir muito. Por isso há sabedoria na oração atribuída a Agur, em Provérbios: “Não me dês nem pobreza nem riqueza; dá-me apenas o alimento necessário. Se não, tendo demais, eu te negaria e te deixaria, e diria: ‘Quem é o Senhor?’ Se eu ficasse pobre, poderia vir a roubar, desonrando assim o nome do meu Deus.” (Pv 30.8-9). Palavras de quem reconhece o poder da riqueza, a dor da pobreza e a fragilidade latente do ser humano. Se não houvesse outras razões, essas já seriam bastantes para uma atitude de devoção a Deus na gestão de nossos bens.

Paulo ressalta o lucro da piedade com contentamento. Piedade é retidão, justiça, correção, integridade. Contentamento é alegria e gratidão pelo que se tem. Não levaremos nada desse mundo e pode chegar o momento, ainda durante nossa vida aqui, em que, tudo quanto temos, de nada valerá. Neste mundo as riquezas importam tanto que parecem poder tudo, mas não podem. Há inúmeras coisas que não tem preço, que não podem ser compradas, mas que, tantas vezes, negociamos, desprezamos, para ficar com as riquezas e o que elas podem comprar. A piedade com contentamento nos ajuda a evitar isso. Com elas estaremos mais seguros contra a ganância, a mesquinhez, o suborno, a exploração e tantas outras impiedades. Por isso o Reino de Deus precisa estar em nosso orçamento e em nossa gestão financeira.

Jesus disse que o mundo está sob a influência do Maligno. Isso significa que há uma lógica que impera e que não é a lógica pretendida por Deus. O Reino de Deus veio a nós e nos propõe uma nova lógica. Este é o sentido prático da devoção a Deus: viver e agir comprometidos em honrá-lo, ainda que isso contrarie o que todos fazem e ainda um desejo meu. Quanto mais praticamos a devoção, tanto mais nos firmamos nas certezas do Reino e aprendemos a viver e desfrutar desse mundo que, em muitos sentidos, é perigoso. Ele pode nos corromper. Ele nos oferece muitos tesouros em substituição aos propostos por Deus. Mas, justamente por tudo isso, ele é o lugar de nossa adoração, pois é onde podemos afirmar, superando todas as pressões: eu busco o Reino de Deus em primeiro lugar em minha vida!