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Para viver no Reino de Deus (Devocional Diária – 06-Out)

“Aquele que ama a sua vida, a perderá; ao passo que aquele que odeia a sua vida neste mundo, a conservará para a vida eterna.” (João 12.25)

Não é fácil entender muitas das afirmações de Jesus. Ele veio nos trazer o Reino de Deus, que é completamente diferente do reino que construímos aqui. Os valores são outros e também são outras as prioridades. Por isso Jesus disse que, se não nascermos de novo, não entraremos no Reino de Deus (Jo 3.3). Ninguém pode entender as cosias do Reino de Deus sem experimentar mudanças de paradigmas que o Espírito Santo promove. Jesus não está nos dizendo que a vida aqui é sem valor e que devemos viver aqui como ascetas, tendo crises de consciência toda vez que comermos uma boa comida, tirarmos férias ou comprarmos um bem. É algo mais profundo que isso!

O fruto do Espírito envolve alegria, paz e paciência (Gl 5.22). Se Jesus estivesse nos dizendo para rejeitar completamente tudo que envolve nossa vida aqui, como poderíamos vivem com alegria, paz e paciência? Paulo disse que devemos honrar a Deus em tudo: ao comer, beber ou fazer qualquer outra coisa  (1 Co 10.31). Logo, nossa vida pode e deve honrar a Deus. Se Jesus estivesse nos ensinando que ela é sem importância para Deus e mais, que é abominável a Ele, como poderíamos glorifica-lo ao fazer coisas tão comuns e corriqueiras? Jesus está nos falando sobre nossos valores e propósitos. A missão de quem entra no Reino é amar e servir. Isso exige mudanças éticas e dos alvos que governam nossa vida.

O modo como a vida funciona aqui, centrada em nosso egoísmo e alimentando um estilo de vida materialista, pode facilmente torna-se natural para nós. Eventualmente até seremos altruístas mas, cotidianamente, seremos egoístas. Não fará sentido negar algo a nós mesmos, abrir mão, ceder, dar sem esperar retribuição ou contrariar nossa vontade. Isso nos parecerá perder a vida. Ele está dizendo que não devemos seguir esse padrão. Se o fizermos nossa vida não terá qualquer valor para o Reino de Deus. Somos chamados a segui-lo e, como um grão, morrer para dar frutos. Se aceitarmos seu chamado seremos desafiados a viver vidas de valor eterno. Conheceremos o Reino e seremos parte dele.