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Para que Deus nos ajude (Devocional – 12 de Maio)

“Esconde o rosto dos meus pecados e apaga todas as minhas iniquidades. Cria em mim um coração puro, ó Deus, e renova dentro de mim um espírito estável. Não me expulses da tua presença, nem tires de mim o teu Santo Espírito. Devolve-me a alegria da tua salvação e sustenta-me com um espírito pronto a obedecer.” (Salmos 51.9-12)
Tomado pela consciência de que pecou, Davi se vê diante de muitas necessidades. Em seu salmo-oração ele fez diversos pedidos a Deus. Todos relacionados à sua busca por restauração. Ele pediu que o Senhor escondesse o rosto de seus pecados e apagasse suas iniquidades, pois precisava de uma segunda chance! Ele não tinha explicações a apresentar. Nenhuma justificativa. Pediu misericórdia e não fez promessas do tipo “me perdoe porque eu vou mudar! Esta foi a última vez!”. Você já falou algo parecido? Davi sabia que não era esse o caminho para o perdão. Em lugar de prometer mudanças, ele pediu ajuda: cria em mim um coração puro e renova meu espírito para que seja estável, firme.

Jeremias declarou que o coração humano sofre de uma doença incurável: ele é enganoso! (Jr 17.9). Com nós, Davi seguiu seu coração várias vezes e isso não foi bom. Ele precisava de um coração novo! O coração simboliza nossa compreensão da vida, o que nos orienta sobre o que priorizar, valorizar e às nossas decisões, e não apenas emoções. É confiando demasiadamente nele que erramos o alvo: pecamos! Por isso Davi pediu um coração novo! E também um espírito estável, uma disposição nova para ouvir e seguir seu novo coração, e não o velho. “Não me expulses da tua presença, nem retires de mim o teu Santo Espírito”. Davi sabia que precisa da misericórdia de Deus e pediu para que Deus não desistisse dele.

O pecado nos entristece, nos rouba a paz. O pecado nos empobrece. Davi não estava se sentindo bem e nem poderia. Ele havia perdido algo maravilhoso: a alegria da comunhão com Deus. Ele a queria de volta. Ele não a merecia, nunca a mereceu. Mas ele não estava tendo uma conversa com Deus com base em seus méritos, mas com base na misericórdia de Deus. Pela misericórdia de Deus ele poderia voltar a ter comunhão com Deus! E para não estragar tudo outra vez, pediu a ajuda de Deus para ser mais obediente. Mesmo para obedecer a Deus precisamos de Deus, tamanha nossa fraqueza. Parece haver o seguinte princípio na experiência cristã: quanto mais cientes de nossa fraqueza, mas temos a chance de agir como se fôssemos fortes (2 Co 12.10). Pois compreendemos que precisamos da ajuda de Deus.