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O servo e a vaidade (Devocional – 23 de Junho)

“E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado, até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo.” (Efésios 4.11-13)

Vaidade. Este é um sentimentos muito comum entre nós e, infelizmente, a igreja não está livre desse mal. As diversas funções citadas por Paulo para a vida na igreja jamais devem alimentar sentimentos de grandeza ou vaidade. Elas indicam nosso serviço, segundo a graça que Cristo concede, de acordo com Sua vontade. São funções que devem promover a maturidade na igreja e não a diferenciação entre seus membros. É para que sejamos preparados para a obra do ministério, o serviço cristão, e não para que alcancemos status religioso. Não há razão de orgulho ou vaidade quando exercemos o dom que recebemos de Cristo. O que deve nos habitar é um profundo sentimento de gratidão e de responsabilidade. Do contrário nosso ego tomará a frente e agiremos de forma contrária ao Evangelho de Cristo. Faremos da vida na igreja algo muito parecido com a vida em qualquer organização humana. E fracassaremos.
A vaidade não inspira à cooperação, mas sim à competição. Nem ao cuidado, mas à inveja. E dessa forma alimenta divisões e boicotes. E, não poucas vezes, isso acontece na igreja. Se não for como me agrada então não conta com meu apoio. Se não for com quem eu quero, então não tem a minha presença. E é bem fácil que não seja nem como me agrada e nem com quem eu quero, pois a vaidade é difícil de satisfazer. Sempre falta algo. A vaidade adoece a igreja e, se dominar aqueles que a lideram, o faz rapidamente. A igreja deve ser o ambiente em que a vaidade seja vencida pela humildade. Tanto na vida pessoal como em nossa estrutura e forma de funcionar. A vaidade é um grave desvio, tantas vezes dissimulado, mas jamais oculto aos olhos de Deus.
Na igreja os holofotes devem estar em Cristo, e apenas nele, para que todos o vejamos com clareza e o sigamos, e experimentemos unidade de fé e cresçamos nele, que é a Cabeça. Como quem fixa o olhar à frente para não perder o equilíbrio, assim devemos fixar o olhar em Cristo, imitá-lo e nele amadurecer. A vaidade e tantas outros sentimentos que produzem divisões, fofocas e coisas parecidas são sintomas de nossa imaturidade. Como João Batista devemos dizer: “Importa que Ele cresça e que eu diminua” (Jo 3.30). Nossa grandeza está em nossa pequenez. Nosso valor, na consciência de que, se fizermos tudo, se cumprirmos todo o nosso dever, apenas teremos nos tornado “servos inúteis”, pois cumprimos apenas nossa obrigação (Lc 17.10). A estatura pretendida por Deus para nós é a de Cristo. E isso significa ser completamente servo. E ser servo tem tudo a ver com humildade, e nada a ver com vaidade.