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O que fazer no templo (Devocional – 25-Jan)

“O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!” (Lucas 18.13)

Dev215Ir ao templo aos domingos sempre fez parte de minha vida. E fui educado a usar certo padrão de roupa que, entre amigos, chamávamos de “roupa de ver Deus”. Mas todos sabemos, ou deveríamos saber, que o segredo na relação com Deus não tem a ver com a roupa, mas com o coração. Olhe para o publicano da parábola de Jesus. Nada é dito sobre suas roupas, mas muito sobre o seu coração. Ele está arrependido e contrito. Ele se ocupa de seus pecados e não dos pecados dos outros. Ele não se compara a ninguém, mas apresenta-se a Deus. Ele não justifica ou explica, apenas confessa. Ele não se assenta e nem se aproxima do altar, está seguro de que Deus pode ouvi-lo bem de onde está. Não ergue os olhos pois a questão não está em outro lugar senão dentro de si mesmo. E então bate no próprio peito, fazendo dele a porta do céu de onde espera misericórdia.

Na parábola Jesus fala do fariseu que o julgou e bem possivelmente não seria o único a fazer isso. Um publicano não era bem vindo ao templo. As vezes dizemos que o templo é casa de Deus, mas consideramos que algumas pessoas não devem ser bem vindas nele e assim negamos que, de fato, seja a casa de Deus. Fazemos dele o santuário de nossa religiosidade e preconceito e, orgulhosos, achamos que estamos agradando a Deus com isso! O publicano não se preocupou com o fariseu, ele estava em busca de Deus. Ele sabia que não seria ignorado por Deus de quem buscava misericórdia. Ele é o Pai das Misericórdias! (2Co 1.3). Resultado: encontrou o que buscava e saiu de lá justificado – palavras de Jesus (v.14).

A fé cristã nos dá uma grande oportunidade: crescermos em saúde. Podemos também chamar isso de santidade. O Espírito de Deus promove saúde em nós e, sob o manto da misericórdia divina, podemos nos tornar quem de fato precisamos ser. Alguém de quem sentiremos orgulho e profunda alegria de nos tornar. A vida meramente religiosa agrava a sensação de aprisionamento. A vida sob a misericórdia de Deus nos faz livres. O Espírito de Deus é completamente diferente do espírito religioso. Este pode gerar consciência tranquila quando deveríamos sentir o peso de termos errado. E pode nos conduzir a culpa, quando não há culpa alguma para assumir. Mas o Espírito Santo nos dá clareza sobre nossos pecados e sobre o amor de Deus. Com ele a paz e o pesar fazem sentido e a culpa não gera morte, mas vida! Indo ao templo, certifique-se de olhar na direção certa, de ocupar-se da razão certa. Do contrário será apenas um encontro com o espírito da nossa religião e não com Deus, que recebe nossa confissão, perdoa nossos pecados e nos faz seguir em frente, de modo diferente!