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O que é meu, é só meu? (Devocional Diária – 15-Dez)

“Vocês, orem assim: ‘Pai nosso, que estás nos céus! Santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia.” (Mateus 6.9-11)

A oração que Jesus ensinou aos discípulos anuncia fundamentos inegociáveis da vivência e fé cristãs. Ensina que ser cristão é crer em Deus e em seu eterno amor, que nos propõe uma relação do tipo familiar, próxima, que gera identidade. Na vivência e fé cristãs a honra a Deus é parte fundamental da vida e é vivendo para honrá-lo que vivemos melhor nossa própria história. Pois não somos mesmos, verdadeiramente, à parte de Deus, nosso Pai, que nos fez à Sua imagem e semelhança! Assim, tudo que honra a Deus nos faz bem e desonra-lo empobrece nossa vida. Na vivência e fé cristãs a comunhão com Deus é se revela verdadeira pelos frutos que produz. Eles são manifestações do Seu Reino entre nós. Seu Reino é o mundo de Sua vontade à qual nos submetemos, pois confiamos em Seu amor. E assim vivemos compreendendo que nossa vida é uma dádiva de Deus. Que tudo que temos e somos, vem dele.

Na oração, mesmo o pão, o mais básico, é pedido ao Pai nosso. Mesmo hoje, quando vamos à padaria e compramos nosso pão, a oração é fundamental, pois indica algo muito maior que o que vamos comer. Declara aquela compreensão que produz gratidão. A fé cristã não combina com autossuficiência. Ao contrário, ela nos indica outro caminho! Possuir coisas pois nos fazer acreditar que somos poderosos, mas o cristão sabe que, na verdade, nossas posses materiais são apenas um bom disfarce que oculta nossa fraqueza e um perigoso produtor de ilusões. A submissão e gratidão nos faz livres, tanto da sensação de poder porque temos, quanto da de desamparo, se não temos. Como Paulo o cristão aprende a ter e a não ter. E tendo ou não tendo, honra a Deus, de quem tudo recebe e por quem foi recebido para nunca mais viver desamparado.

Qual, então, o lugar do dinheiro em nossa vida? Somos realmente gratos a Deus pelo que temos? Como expressamos essa gratidão? O ambiente religioso se mercantilizou e fez do dinheiro um deus. Manipulações e pressões envolvem líderes aproveitadores e fiéis interesseiros. Tudo em nome de Deus! Mas essa confusão vai um dia acabar e todos prestaremos contas a Deus pelo que tivermos feito (Rm 14.12). Muitos justificam seu afastamento da igreja e seu descompromisso com ela com esses desvios. As explicações são muito boas, mas a singeleza da oração ensinada por Jesus nos questiona. O que é meu, é meu e somente meu? Há orientações nas Escrituras sobre meus deveres financeiros, como cristão? Que o pão que recebemos de Deus, seja também o pão à mesa do Reino de Deus. E que os homens vejam nossas boas obras e glorifiquem ao nosso Pai, que está nos céus (Mt 5.16).