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O Deus revelado por Jesus (2) (Devocional – 02-Mar)

“Caindo em si, ele disse: Quantos empregados de meu pai têm comida de sobra, e eu aqui, morrendo de fome! Eu me porei a caminho e voltarei para meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e contra ti. Não sou mais digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus empregados.” (Lucas 15.17-19)

O filho pródigo pegou sua parte da herança e partiu. Era o que queria e assim fez. Mas, distante do pai, ele perdeu tudo. Não foi capaz de encaminhar a vida para onde de fato precisava. Muitas vezes fazemos o que queremos e depois já não queremos o que fizemos. Ele caiu em si – infelizmente, algo que pode demorar muito e levar a muitas perdas! Na casa do pai, ser filho não o satisfazia. Fora dela e perdido, sonhava em poder ser empregado. Ele decide então voltar. Mas não como filho! Ele não merecia. Havia desprezado e desonrado seu pai. Não poderia pretender que as portas estivessem abertas para seu retorno. Mas voltaria e confessaria seu erro e, com um pouco de sorte, poderia ser aceito como empregado. Quando seguimos nossa lógica, não é preciso fé. Fé é para superar a nossa lógica. Para ser filho de Deus é preciso fé. Para ser empregado, basta considerar-se capaz. 

Somos aquele filho pródigo. Distantes do Pai nossa vida dará errado, ainda que pareça dar certo. Quando perdemos é mais fácil entender que a vida está no rumo errado. Devemos entender que conquistas materiais não definem a vida! Como disse Jesus, a vida de uma pessoa não se constituiu na quantidade de seus bens! (Lc 12.15) E Ele sabe o que está dizendo porque veio para os trazer vida verdadeira(Jo 10.10). Sem ela a nossa será menos que o necessário, independente do quanto possamos possuir. Quando entendemos isso desejamos voltar para Deus. Mas podemos aplicar a Deus os critérios aprendidos na vida sem Deus. Na vida sem Deus precisamos merecer, não há almoço grátis! Na vida com Deus há! Grátis para nós porque Jesus já pagou o preço. Se voltamos para Deus seguindo nossa lógica, perdemos o melhor desse encontro.

O filho pródigo não queria o perdão do pai, queria uma chance para provar que melhorou. As vezes somos como ele, pretendendo provar que melhoramos, pretendendo “fazer por merecer”. Isso pode parece fé, mas é falta de fé! Deus só tem um tipo de filho: os filhos do perdão. E até que nos sintamos completamente perdoados, não agiremos realmente como filhos. Não agiremos com a graça e bondade do Pai. Agiremos como o filho mais velho agiu: julgando o merecimento. O Deus de Jesus é estranho mesmo! Ele é portador de um amor incompreensível, que perdoa tão facilmente que chega a escandalizar! E, ainda por cima, dá direitos a quem já perdeu todo direito. Cair em si não é a parte mais difícil. A parte mais difícil é crer na graça. No amor e no perdão de Deus e alegremente receber o que não merecemos. Mas é isso a fé cristã. A fé no Deus que Jesus Cristo revelou. Cheio de graça e de verdade! (Jo 1.14).