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O desafio de obedecer (Devocional – 31 de Maio)

“Então disse Deus: Tome seu filho, seu único filho, Isaque, a quem você ama, e vá para a região de Moriá. Sacrifique-o ali como holocausto num dos montes que lhe indicarei.” (Gênesis 22.2)

O pedido de Deus talvez não tenha soado tão estranho a Abraão quanto soa a nós. Já no tempo de Abraão havia os seguidores de deuses a quem sacrifícios humanos eram oferecidos. Mas, quanto mais nos afastamos dos dias de Abraão, tanto mais chocante e difícil de compreender é esse pedido de Deus. E por isso devemos ter cuidado para não tirarmos conclusões muito rápidas ou simplistas. Quanto a mim, só não caio em crise porque sei o final da história: Deus poupou Isaque. De certa forma, olhando assim, de longe, penso que, de qualquer maneira Isaque seria poupado. Caso Abraão se negasse a entrega-lo, não creio que Deus viesse a matar Isaque em represália. E, uma vez que se dispôs a entregar, Deus o poupou, pois o que queria não era o sacrifício, mas a obediência. Conhecendo o fim da história fica fácil conjecturar e é apenas uma conjectura.
Mas é fato que as Escrituras nos conduzem à compreensão de que Deus quer nossa obediência e não nossos sacrifícios (1Sm 15.22). É pela obediência a Deus que nos tornamos protagonistas na história da salvação, nos planos divinos para os seres humanos. Isso diz respeito a  nós e a outras pessoas! Foi pela obediência que Abraão tornou-se exemplo de fé para as gerações futuras e tipificou o sacrifício de Jesus: assim como um cordeiro substituiu Isaque, Jesus nos substituiu na cruz! O pedido de Deus a Abraão não chocou o patriarca pois em sua perspectiva Deus tinha direito à vida e poderia pedir a morte. Mas nem por isso seria fácil pois Isaque representava o futuro e a promessa que levou Abraão a deixar sua terra e seus parentes (Gn 12.1-2). Ele saiu da sua terra, faltava Deus fazer dele uma grande nação e Isaque representava essa parte da história.
Abraão tinha bons motivos para argumentar, mas impressiona sua disposição para obedecer. Ele parece colocar-se verdadeiramente na posição de servo e reconhecer completamente a posição de Deus como Senhor. Hoje temos um pouco mais de dificuldades com Deus – ou Deus conosco! Queremos uma relação de fé melhor negociada. Exigimos um pouco mais de explicações. Pessoalmente tenho me beneficiado da paciência de Deus com este meu jeito pós moderno de crer. Mas reconheço que preciso também ser menos egoísta, menos presunçoso e, pela fé, estar mais disposto, como Abraão, a obedecer. Abraão não negou a Deus o próprio filho. E eu, envergonhado devo admitir que, por muito menos, faço o que quero e não o que Deus quer. Não sei você, mas diante da história de Abraão fica claro para mim: preciso aprender a obedecer!