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Meu dinheiro e o Reino de Deus (Devocional Diária – 14-Dez)

“É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus.” (Marcos 10.25)

Num país em que a renda per capta em 2014 foi de 1.052 Reais, quanto é preciso ganhar para ser considerado rico ou pobre? A pergunta é pertinente visto que Jesus afirmou que é muito difícil para um rico entrar no Reino de Deus. Você é rico ou pobre? O que o Mestre estava dizendo? Vejamos a situação: um homem se aproximou, ajoelhou-se diante dele e perguntou sobre as ações que deveria praticar para herdar a vida eterna. Jesus citou os mandamentos e o moço afirmou que vinha praticando todos eles desde a sua adolescência. Ao que tudo indica ele não estava mentindo, pois o texto diz que Jesus não o contestou, mas o amou (Mc 10. 19-21). Porém, Ele acrescentou: “Falta uma coisa: vá, venda tudo o que você possui e dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro no céu. Depois, venha e siga-me” (Mc 10.21).

Jesus encontrou outras pessoas ricas e não disse o mesmo para todas. Mas, certamente, há algo que fica muito claro nesse diálogo: o dinheiro ocupa um lugar importantíssimo em nossa vida e pode tornar-se um obstáculo para nosso relacionamento com Deus e Seu Reino. No Sermão do Monte Jesus já havia afirmado que não podemos ser servos de Deus se somos servos do dinheiro (Mt 6.24). O dinheiro sempre faz dos homens, servos. Ele escraviza, mas dá aos seus escravos a sensação de que são senhores. O dinheiro compra bons disfarces, símbolos de poder, e alegrias, tão falsas quanto os disfarces. Mas é tudo tão concreto que parece de verdade. Quando podemos pagar, achamos que temos poder. No reino dos homens, certamente temos, mas não no Reino de Deus. Devemos ter cuidado: ou servimos ao Reino de Deus com nosso dinheiro ou nosso dinheiro nos afastará do Reino de Deus.

Aquele homem queria o Reino de Deus e isso o colocou diante da questão de como estava lidando com seu dinheiro. Queremos o Reino? E o que isso tem a ver com nosso dinheiro? A prática do dízimo e das ofertas está na história da igreja e nas Escrituras! Eles são válidos ainda hoje? Será que são importantes para minha vida espiritual? Posso seguir a Cristo sem envolver o meu bolso? Como você responde a estas questões e por que acredita assim? Você as responde influenciado pelo apego ao dinheiro ou pelo desejo de servir a Deus? O dinheiro é algo poderoso. Podemos servir e honrar a Deus com ele, mas ele também pode tornar-se o campo privado de nossa vida, como se não importasse à nossa fé. Temos nossas razões e explicações! Afinal, “o dinheiro é meu e faço dele o que quiser”! Mas, se o Reino de Deus me alcançou, é assim que deve ser?