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Luz e trevas (Devocional Diária – 30-Nov)

“Os olhos são a candeia do corpo. Se os seus olhos forem bons, todo o seu corpo será cheio de luz. Mas se os seus olhos forem maus, todo o seu corpo será cheio de trevas. Portanto, se a luz que está dentro de você são trevas, que tremendas trevas são!” (Mateus 6.22-23)

As aparências enganam, sabemos disse e não é novidade alguma. Mas, precisamos admitir,  as aparências são muito valorizadas entre nós. Afinal, temos limitações. Não conseguimos ver o coração, pelo menos não o do outro. E então nos deixamos impressionar pelo rosto. E, já que o outro não pode ver o nosso, tentamos impressionar. Não com o coração, pois leva muito tempo. Com as aparências. Não é atoa que os profissionais da propaganda estudam e usam os efeitos das cores e das formas sobre nós. Afinal, a embalagem conta! Mas há um provérbio indiano que diz: “um diamante pode estar na lama e um pedaço de vidro numa coroa; porém, na hora de comprar e vender, vidro é vidro e diamante é diamante”.

As vezes somos como um pedaço de vidro, bem cortado e acomodado em certo lugar que nos dá a aparência de um diamante. Exteriormente muito bem, mas interiormente, muito mal. Não se tratam de sentimentos, se estamos tristes ou abatidos. O abatimento interior não é, necessariamente, sinônimo de trevas interiores. As trevas interiores tem a ver com o tipo de valores e anseios que nutrimos. Se somos dominados por maldade, ódio, sensualidade, engano, amor ao dinheiro, presunção, orgulho, vaidade e coisas desse tipo, há trevas em nós. Se essas coisas nos habitam, ainda que brilhemos aos olhos dos outros, há trevas em nós. Jesus usa uma expressão interessante: “se a luz que está dentro de você são trevas, que tremendas trevas são”. Como podem as trevas fazerem o lugar da luz? É aí que nós, religiosos, precisamos considerar cuidadosamente nossa situação.

A pior das trevas são aquelas que nos parecem luz! O pior desvio é aquele que nos parece o caminho. O pior pecado é aquele que nos parece virtude! Veja as palavras de Isaías: “Ai dos que chamam ao mal bem e ao bem, mal, que fazem das trevas luz e da luz, trevas, do amargo, doce e do doce, amargo.” (Is 5.20) Não há virtude, de fato, no Reino de Deus, se não há amor. Amor a Deus e ao próximo, não apenas um deles! E amar é nossa grande dificuldade. Facilmente nos tornamos duros, julgadores, pensamos mal uns dos outros, orgulhosos, falta-nos até mesmo humanidade, e nem percebemos. Nos sentimos muito bem, quando deveríamos nos sentir muito mal! As vezes nos orgulhamos do que deveria nos envergonhar! Precisamos de verificação constante para a luz que acreditamos ter em nós. Que a submetamos a Deus para que, de fato, seja luz e não, trevas.