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Fidelidade e mansidão (Devocional – 11 de Março)

“Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei.” (Gálatas 5.22-23)

Eis aí duas coisas muito em falta neste nosso mundo! E como isso tem deixado cara a nossa vida! Fidelidade é a característica de quem demonstra zelo e respeito pelo outro, que honra compromissos assumidos com o outro. A fidelidade é uma virtude dirigida ao outro, é uma virtude relacional. A mansidão é a brandura, a ternura com que uma pessoa é capaz de lidar com outras, seja diante de situações difíceis ou cotidianas. Assim como a fidelidade, a mansidão é também uma virtude relacional. Elas, como fruto do Espírito, são virtudes permeadas pelo amor e a justiça que procedem de Deus. Como fruto do Espírito não se revelarão fidelidade ao que é indigno e nem mansidão como forma de manipular. O que vem de Deus é sempre ético e saudável.

Por falta de fidelidade há tantos cadeados, senhas e segredos. Temos a necessidade de registrar, reconhecer, confirmar, autenticar. É preciso que esteja o “preto no branco” e que haja testemunhas! Por falta de mansidão há tantas leis e tantos processos. Existe a “medida protetiva” e a “condução coercitiva”. Esta última, certamente, por várias outas razões também! E nenhum desses arranjos resolve de fato o problema. A solução é a vida humana nas mãos divinas. É preciso que o Espírito de Deus esteja agindo em nosso coração e nossa vontade esteja sendo submetida à Sua vontade. Como orou Jesus: “Não seja como eu quero, mas como tu queres” (Mt 26.39). Tem sido assim em sua vida?

Um cristão deve ter a ambição de manifestar mais do fruto do Espírito. Deve inconformar-se ao demonstrar atitudes infiéis e comportamentos iracundos e precipitados. A vocação, o chamado de um cristão, é para ser fiel e manso. Assim se expressou um morador de rua do Rio de Janeiro: “Na rua, quem tiver a boca maior engole o outro!”. E para muitos que frequentam igrejas não é muito diferente. Mas isto é errado e é pecado. Isso precisa mudar. Isso não é seguir a Cristo e não é ser um cristão. Se a graça de Cristo nos alcançou, então a fidelidade e a mansidão, assim como tudo mais que caracteriza o Espírito de Deus deve ser percebido em nós. Afinal, é essa a vida nova e abundante de que Cristo falou. Que seja assim com todos que se dizem cristãos!