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Definitivamente Jesus (Devocional Diária – 11-Nov)

“Respondeu Jesus: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim.” (João 14.6)

Para nós nada poderia parecer mais complicado do que a promessa do céu ser alicerçada numa pessoa e não em algo, como uma regra ou um tipo de obra a que  pudéssemos nos dedicar. Isso faria mais sentido para nós e justamente por isso  é que, a partir de nossa própria lógica, do que nos parece mais razoável, adotamos sistemas religiosos e de fé que nos indicam o que fazer e prescrevem caminhos que nós próprios pensamos poder trilhar para lidar com Deus e com a eternidade. Mas na fé cristã a conversa é outra. Ela, de certa forma, nos humilha porque nos declara incapazes para encontrar e trilhar o caminho. Ela declara que o Caminho veio a nós. Ele é uma pessoa, que também é a verdade e a vida. Não somos competentes, precisamos ser guiados. Por isso o céu veio a nós. Sem isso, não chegaríamos a ele.

Há quem não creia em qualquer ideia sobre a continuidade da existência após nossa vida aqui. Parece que o número dessas pessoas está crescendo, pelo menos é o que indicam pesquisas. Nossa superficialidade existencial está nos afastando do encantamento com a vida, está anestesiando ou tornando raso o incômodo a respeito do sentido da existência. As pessoas desistem facilmente da eternidade e justificam-se da desistência pela falta de certezas a respeito. Outro fato é que  a ideia de céu e de Deus está sendo corroída pela banalização da vida e o crescimento da maldade e do desamor. E talvez muito mais, pela mercantilização da fé. Mas há na humanidade uma certa reserva de fé e de sentido naqueles que confiam em Jesus. Nos que ouviram seu convite: “creiam em Deus; creiam também em mim” (Jo 14.1)

É possível a um ser humano saber sobre o caminho, sobre a verdade e sobre a vida. É possível a um se humano aprender formas de relacionar-se com Deus. Mas Jesus declarou: eu sou o caminho, a verdade e a vida. E: ninguém “vem” ao Pai, a não ser por mim! Essa declaração de Jesus exige mais de nós que apenas disciplina para certas obras ou inteligência para certo conhecimento. Exige uma fé que muda tudo, colocando-nos na contramão da multidão. Não uma fé cujo sentido é obter bênçãos, receber algo. Mas uma fé cujo sentido está na obediência, na entrega da vida a Cristo. A ideia central dessa fé é entregar e não, receber. Nela Jesus é o centro e não nós e nossas vontades. Tudo depende dele. Isso é incomodo para quem espera sempre estar no controle. Por isso muitos desistem e muitos outros, nem sequer, verdadeiramente tentam. Mas, para todos que creem, o céu envolve a vida e a vida toma novo rumo.