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De que se lembra quando pensa em Deus (Devocional – 10 de Abril)

Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3.16)

O substantivo “deus” tem significados para nós, seres humanos, que sempre evocam poder, força, grandiosidade. Nós cristãos o grafamos com letra sempre maiúscula, para indicar o Deus anunciado por Jesus, criador e sustentador de todas as coisas. Uma grafia simbólica, também, de nosso respeito e devoção. Nosso Deus aparece em nossos templos ou catedrais. Espaços amplos e cheios de eco. Local de reverência silenciosa e de posturas solenes e roupas próprias. Um conjunto de marcas que sempre nos lembram que devemos manter certa distância respeitosa de Deus. Mas, interessante notar: Jesus veio e nos revelou uma outra perspectiva, e não essa! Disse que chamássemos Deus de “aba”, “paizinho”, denotando intimidade, proximidade, liberdade. Que encoraja-nos a nos aproximar, pois somos amados, aceitos e bem-vindos.

Em lugar do templo, Jesus elegeu os morros e a beira da praia para proferir Seus ensinos. Chamou a atenção de Seus ouvintes para os lírios do campo, os pássaros e as raposas. Não se designou líder, mas servo. Nem se disse bispo ou sacerdote, mas apenas pastor. E o único significado do termo para seus ouvintes era o da profissão popular e sem valor social de quem cuidava de ovelhas. Nada a ver com o que “pastor” significa hoje no círculo de fé! Disse também que o Reino de Deus era das crianças. Crianças que, para o templo, não são apropriadas na visão de muitos. Elas não sabem (e nem conseguem) se comportar adequadamente! Atrapalham! Mas é delas o Reino dos Céus. Talvez estejamos precisando repensar algumas coisas. Nosso conceitos vem de onde? De Jesus mesmo?

Quando pensamos em Deus, quando dizemos Deus, quando lemos o substantivo Deus, deveríamos relacioná-lo imediatamente com amor. A convivência com Jesus levou João a declarar e ensinar: Deus é amor! Não é o poder que indica a presença de Deus, mas o amor. Não é o mistério que marca a revelação de Deus, mas a proximidade. Não são os ritos que Ele nos pede, mas o coração. Não é a solenidade que o agrada, mas a espontaneidade. O Deus revelado por Jesus é, sem dúvida, bem outro, muito diferente do que tantas vezes habita nosso imaginário, inspira nossas atitudes e orienta nossa religiosidade. Precisamos nos converter!