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Cultivando virtudes (Devocional – 18 de Maio)

“O que furtava não furte mais; antes trabalhe, fazendo algo de útil com as mãos, para que tenha o que repartir com quem estiver em necessidade.” (Efésios 4.28)

Durante muito tempo os cristãos foram identificados como pessoas que não faziam alguma coisa, muito mais do que como pessoas que faziam alguma coisa. Por exemplo: o cristão, ou “crente”, era uma pessoa que não dançava, não bebia, não fumava, etc. Sua marca era não praticar algumas coisas consideradas ruins ou pecaminosas. De certa forma era uma maneira de reforçar o distanciamento entre quem era cristão e quem não era. Inclusive um cristão deveria evitar lugares típicos de não cristãos. Muitos cristãos nem mesmo frequentavam a casa de amigos não cristãos, porque lá se fazia coisas que eles não faziam. Muitos cristãos sequer tinham amigos não cristãos!

Não se trata aqui de simplesmente fazer uma crítica ou desmerecer o cuidado e a intenção daqueles tempos. Quero apenas chamar a atenção para um equívoco daquela abordagem: uma postura negativa diante da vida, e não uma postura positiva. A fé cristã envolve o não fazer algumas coisas, certamente, mas, sobretudo, envolve o fazer algumas outas coisas! Envolve fazer o que é certo e não apenas deixar de fazer o que possa ser considerado errado. É mais que evitar um vício, é cultivar uma virtude que não dê lugar ao vício! Nas palavras de Paulo: em lugar de roubar, trabalhar e ser generoso! Em lugar de pegar o que não lhe pertence, ganhar dignamente e dar aos outros um pouco do que tem! A fé cristã ressalta a atitude positiva diante da vida e não a atitude negativa.

Devemos ser reconhecidos como aqueles que amam, que cuidam, que são misericordiosos. Que compreendem, que acolhem, que respeitam. Devemos encher o mundo com atitudes e com atos de amor e bondade. Que as pessoas vejam as nossas boas obras e glorifiquem ao nosso pai que está nos céus (Mt 5.16). Pois em Cristo Jesus, somos chamados para realizar boas obras, fazendo as coisas boas que Deus, nosso Criador, planejou que fizéssemos, mas que o pecado nos desviou delas. Em Cristo, somos regenerados para sermos filhos de Deus ativos e não para apenas sermos pecadores omissos. Pois o que nos santifica não é propriamente o mal que não praticamos, mas o bem que praticamos, em amor e para glória de Deus!