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Amor e alegria (Devocional – 08 de Março)

“Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei.” (Gálatas 5.22-23)

Descreva um seguidor de Jesus, um cristão. Como ele se parece? Em minha opinião não é fácil descreve-lo a partir de aparências externas. Eu conheço cristãos dos mais variados tipos. Tem uns que fazem o tipo certinho com cabelo cortado e bem arrumado. Outros fazem um tipo arrepiado e fora do padrão. Há os tatuados e os que abominam tatuagem. Há os sarados e os mais cheinhos. Há os que gostam de música clássica e comida sem gordura e os que curtem um rock pesado e não passam sem uma pizza com bastante queijo. Na verdade, é um engano querer padronizar um cristão por sua aparência exterior. Um cristão se revela por suas características interiores, que se manifestam por meio de atitudes, prioridades e formas de reagir à vida.

Um cristão é portador dos sinais da presença de Deus em sua vida, do fruto do Espírito. Um cristão é alguém dedicado ao amor. Ele sabe que é amado e quer amar. Ele quer amar mais e melhor, a Deus e às pessoas. Ele pensa em formas de superar seu egoísmo, ainda presente, e ser amoroso. Ele luta com seus desejos de vingança, pois já entendeu que precisa amar também os que se colocam diante dele como inimigos e o tratam mal. Ele está atento para ser amoroso também em casa, com os mais próximos. Já compreendeu que amar é agir amorosamente, tratando o outro como quem ama, e não apenas ter um sentimento sobre o outro. Afinal, o Espírito Santo o ajuda diariamente a não viver enganado ou enganando a si mesmo. Ele está atento e aprendendo lições preciosas de amor com Deus. Essa é a primeira e mais importante característica do cristão, mas não a única.

Um cristão é alguém que faz opção pela alegria. Ele não vive dos motivos que a vida lhe apresenta, mas dos motivos que Deus lhe ofereceu e isso o faz grato e feliz. Ele confia no cuidado e na presença de Deus. Ele já está avisado pelo próprio Cristo de que, neste mundo, estamos sujeitos a aflições e que seguir a Jesus é não desanimar, porque Ele venceu o mundo (Jo 16.33). Ele tem feridas ainda a serem curadas, mas não é amargo. Ele tem falhas e pecados em sua história, mas já foi perdoado. O passado não o acusa mais, antes, o faz celebrar o perdão e as novas chances concedidas por Deus. Ele sabe que, por causa de Deus, mesmo o pior não será o pior, mas todas as coisas cooperarão conjuntamente para o bem em sua vida (Rm 8.28). Olhando um cristão, talvez não o reconheça, mas se conviver com ele, não haverá dúvida!