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A hora do sacrifício (Devocional Diária – 20-Set)

“Então estendeu a mão e pegou a faca para sacrificar seu filho.” (Gênesis 22.10)

Esta frase é um marco divisor na vida de Abraão, o pai da fé. Ele foi chamado por Deus para algo muito especial e por meio dele todas as famílias da terra foram abençoadas, o que inclui a minha e a sua! Ele teve várias experiências com Deus. Seu nome e o de sua esposa foram mudados. Eles receberam a dádiva de terem um filho quando já não tinham mais esperança, quando seria impossível. Abraão possuiu muitos bens, servos e servas, grande riqueza. Em Gênesis, em que temos tantas histórias, a de Abraão se destaca e na sequência dos relatos das Escrituras, Deus é identificado como o Deus de Abraão. Qual o segredo de tudo isso?

Não há dúvida de que há o propósito de Deus, que o escolheu para ser uma bênção. Mas também não devemos ter dúvida de que há a fé e entrega de Abraão. Ele foi chamado para ser o que Deus queria que ele fosse e aceitou. Tiago em sua carta destaca a fé de Abraão revelada por suas atitudes e nos desafia a desenvolver essa mesma fé, caracterizada por atos que declaram o que cremos e em quem cremos. O verso de hoje nos traz a atitude que exigiu de Abraão uma fé muito mais firme do que a que o fez sair de Ur dos Caldeus. Em nenhum outro momento crer doeu tanto, mas ele creu. Crer é confiar e obedecer e pode envolver sacrifício. Crendo, Abraão pegou a faca para sacrificar seu filho. Que fé é essa a de Abraão?

Temos tanta dificuldade de “pegar a faca” para matar nosso ego, para cortar as cordas e deixar para trás nossos objetivos e desejos que representam o que Deus claramente nos pede para abandonar! Como podemos entrar na fila do sacrifício? Certamente, além de nos abençoar, Deus pode nos tornar uma bênção para muitos. Mas talvez haja um sacrifício pois, ainda que em dimensões muito menores, cada um de nós tem um “filho” que devemos entregar. Temos medo porque talvez Deus não poupe o nosso Isaque, como poupou o de Abraão. Mas, como afirmou Jim Elliot: “Não é tolo aquele que abre mão do que não pode reter, para receber o que não pode perder”. Será que é possível crer sem passar pela hora do sacrifício?